Ponta Porã simboliza uma fronteira que se desenvolve pela integração

Eduardo Campos: “o que fazemos em Ponta Porã ultrapassa fronteiras e inspira outras cidades” – Foto: Wilhan Filgueira

Prefeito Eduardo Campos destaca maturidade política ao criar uma frente de desenvolvimento capaz de se fazer ouvir, influenciar decisões e atrair investimentos

O prefeito Eduardo Campos participou da abertura da audiência pública do Parlamento do Mercosul (Parlasul) na manhã desta terça-feira, dia 28 de outubro, no Centro Internacional de Convenções Miguel Gomez. Ele agradeceu a presença dos parlamentares brasileiros e paraguaios que integram o Parlasul, além de prefeitas e prefeitos da região, presidentes de câmaras municipais, vereadores, representantes de universidades, das instituições públicas, da sociedade civil e de “todos que acreditam que a fronteira que queremos, sonhamos e precisamos será construída por todos nós em um esforço coletivo permanente”, disse.

Ao lado do senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão Temporária de Integração Fronteiriça do Parlamento do Mercosul, Eduardo Campos disse que se sentia honrado em receber a audiência. “Para nós, esta não é apenas uma reunião de trabalho, é o reconhecimento do papel que as cidades de fronteira desempenham na integração latino-americana, como territórios de convivência, solidariedade e esperança. O Parlasul cumpre um papel essencial nesse processo. Ele é o espaço político da integração latino-americana, onde as vozes dos países e das cidades se encontram para transformar realidades locais em pautas regionais. É aqui que as ideias se convertem em recomendações e as recomendações se transformam em políticas capazes de promover a integração econômica, social e cultural entre os nossos povos”, disse.

O prefeito seguiu com seu discurso dizendo que sediar a audiência do Parlasul demonstra reconhecimento de que Ponta Porã é uma cidade que vive diariamente a fronteira e que isso representa o próprio espírito do Mercosul que promove o diálogo, a convivência e a cooperação. “Segunda-feira vivemos um dia histórico em Ponta Porã. Prefeitos e prefeitas de várias cidades de fronteira de Mato Grosso do Sul e do Paraná se reuniram no auditório da Prefeitura para discutir e firmar o compromisso de criação de um trabalho articulado e institucionalizado entre os municípios fronteiriços, um trabalho que nasce do diálogo, da cooperação e da ação concreta. Ao final daquela reunião, dois documentos foram assinados. O primeiro é a Declaração de Ponta Porã sobre Integração Fronteiriça, dirigida a este Parlamento como manifestação do nosso compromisso com uma fronteira cooperativa, segura e próspera, que une os esforços locais às políticas regionais. O segundo, o Protocolo de Intenções das Cidades Fronteiriças de Mato Grosso do Sul, que institui a criação de uma Rede de Municípios Fronteiriços e de um Grupo de Trabalho Regional. Essa rede será o instrumento que institucionalizará as ações articuladas entre os municípios, garantindo continuidade, planejamento e força coletiva na interlocução com o Governo Federal e com os organismos internacionais”, disse.

Segundo Eduardo Campos, esse grupo de trabalho será responsável por articular as demandas regionais das cidades fronteiriças, consolidar diagnósticos e encaminhar propostas aos órgãos competentes – ministérios, comissões e organismos internacionais –, provocando a formulação de políticas públicas específicas para a faixa de fronteira. Este é o primeiro passo de um processo que resultará mais adiante na construção do nosso Plano de Desenvolvimento Regional e Integrado, fruto de uma escuta coletiva e de um planejamento conjunto. A criação dessa rede é mais do que uma ação administrativa – é um gesto político de maturidade institucional. Significa que as cidades de fronteira estão deixando de atuar isoladamente para formar uma frente unida de desenvolvimento, capaz de se fazer ouvir, influenciar decisões e atrair investimentos.

Na sequência, Eduardo Campos ressaltou “que é exatamente isso que Ponta Porã simboliza. Uma cidade que ao longo dos anos vem traduzindo em ações concretas a visão de uma fronteira que se desenvolve pela integração: O trabalho articulado com o Parlamento Internacional Municipal – PARLIM – que reforça a integração entre Brasil e Paraguai e transforma a relação entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero em um exemplo de cooperação prática na busca por soluções compartilhadas para os desafios das cidades-irmãs. A parceria com a Receita Federal e o Governo Federal para a implantação do Porto Seco e a binacionalização do Aeroporto, são fundamentais para o escoamento da produção e a logística do comércio internacional. A implantação do Parque Tecnológico Internacional e do Centro de Cultura e Empreendedorismo (CEIMPP), com inauguração prevista para fevereiro de 2026, que formarão profissionais, desenvolverão negócios locais e respeitarão as vocações econômicas da fronteira. Vamos construir a Casa da Mulher Brasileira que acolherá as mulheres fronteiriças. Já estamos trabalhando de forma integrada com o Paraguai, por meio do Grupo Binacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, tendo por objetivo a criação da primeira rede transfronteiriça de proteção as mulheres em situação de violência”, ressaltou.

O prefeito disse que todos esses projetos – e muitos outros que estão em andamento – são exemplos de políticas públicas integradas com impacto social e desenvolvimento regional, mostrando “o que fazemos em Ponta Porã ultrapassa fronteiras e inspira outras cidades. A integração que o Mercosul propõe nos documentos, nós já vivemos aqui todos os dias. Nas escolas, nos hospitais, nas feiras, nas relações humanas e nas oportunidades que surgem quando aprendemos a construir juntos. E talvez essa seja a mensagem mais poderosa desta audiência: que a integração verdadeira não começa nos gabinetes, mas nas cidades. Começa onde as pessoas vivem, trabalham, estudam e acreditam que o desenvolvimento só é possível quando é compartilhado. O Parlamento do Mercosul tem a missão de transformar esse exemplo local em diretriz regional, dando visibilidade política às cidades que constroem a integração de baixo para cima. E é com esse espírito que recebemos o Parlasul em Ponta Porã: para reafirmar que as fronteiras não nos separam, nos conectam”, disse Campos.

Finalizando o seu discurso o prefeito desejou que a “audiência simbolize o início de uma nova etapa da integração regional – uma etapa guiada não apenas por acordos entre países, mas pela aliança concreta entre as cidades e pessoas, entre gestores que acreditam que o futuro se constrói com cooperação e coragem. Que Ponta Porã seja lembrada neste dia como o lugar onde a fronteira deixou de ser linha e se tornou ponto de encontro. Onde prefeitos e prefeitas decidiram que o desenvolvimento de um município só faz sentido se alcançar todos os outros. Porque é isso que nos move, a certeza de que a união não é um gesto, é um caminho e que esse caminho começa aqui. Quando as cidades se unem, o mapa deixa de separar e passa a revelar o que sempre esteve presente: um continente de oportunidades, construído por mãos que não conhecem fronteiras”, afirmou Eduardo Campos.

Edilson José, Assessoria de Comunicação

 

Reunião do Parlasul destaca Ponta Porã e Pedro Juan Caballero como laboratório de integração

A audiência pública com o tema “Infraestrutura e Desenvolvimento Regional Brasil–Paraguai” contou com a presença de autoridades locais, estaduais e federais dos dois países - Fotos: Wilhan Filgueira

As cidades gêmeas da fronteira podem servir de modelo para outras fronteiras do Brasil

Ao abrir a audiência pública com o tema “Infraestrutura e Desenvolvimento Regional Brasil–Paraguai”, o senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão Temporária de Integração Fronteiriça do Parlamento do Mercosul (Parlasul), destacou que as cidades gêmeas de Ponta Porã (Brasil) e Pedro Juan Caballero (Paraguai) representam um exemplo concreto de integração e podem ser vistas como um verdadeiro laboratório para outras fronteiras do país.

A audiência ocorreu nesta terça-feira, 28 de outubro, no Centro Internacional de Convenções Miguel Gomez, em Ponta Porã, e contou com a presença do prefeito Eduardo Campos, da secretária municipal de Governo e Comunicação, Paula Consalter Campos, do presidente da Câmara Municipal, Agnaldo Pereira Lima, do presidente da Junta Municipal de Pedro Juan Caballero, Jorge Medina, além do embaixador do Brasil no Paraguai, José Marcondes, do deputado federal e membro do Parlasul, Heitor Schuch (PSB/RS), do senador Walter Ricardo Kobylanski e do deputado nacional Cezar Cerini, ambos do Paraguai, entre diversas outras autoridades locais, estaduais e federais.

“Quando caminhamos por Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, a língua portuguesa se mistura com a espanhola e todo mundo se entende. Aqui é uma fronteira que convive de forma harmoniosa, que preserva laços familiares, tem uma economia interligada e uma diversidade cultural importante para uma integração real. Como parlamentar do Parlasul, gosto de ouvir, dialogar — e o povo aqui é muito receptivo. Essa união nos fortalece na busca de soluções conjuntas para problemas comuns dos dois lados da fronteira”, afirmou o senador Nelsinho Trad.

O parlamentar ressaltou ainda que a região pode se transformar em laboratório de integração do Mercosul, com foco em cooperação nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

“Segurança não é apenas aumentar a força, mas oferecer oportunidades de trabalho. Temos um comércio forte, uma agroindústria pujante, e com segurança jurídica para atrair investimentos seremos mais fortes para garantir dignidade às famílias que vivem aqui. Vamos seguir juntos, de mãos dadas, porque dessa forma somos mais fortes”, destacou.

Um dos momentos mais simbólicos da audiência foi o discurso compartilhado entre o presidente da Câmara de Ponta Porã, Agnaldo Pereira Lima, e o presidente da Junta Municipal de Pedro Juan Caballero, Jorge Medina. O brasileiro iniciava a fala em português e o paraguaio a complementava em espanhol, de forma intercalada.

Agnaldo iniciou afirmando que “a fronteira não pode ser um muro de divisa, mas uma ponte que une as nações”, e Medina prosseguiu dizendo que “na fronteira, apesar de duas nações, somos um só povo”. O discurso, de cerca de cinco minutos, encerrou-se com a mensagem de que a união fortalece a fronteira e dá voz única às duas cidades na construção de comunidades mais justas e humanas.

Durante a primeira parte do evento, o embaixador do Brasil no Paraguai, José Marcondes, destacou sua experiência de quase uma década atuando com temas do Mercosul e ressaltou que audiências como a de Ponta Porã são fundamentais para ouvir diretamente a população.

Ele mencionou obras de integração em andamento, como as novas pontes entre Presidente Franco e Foz do Iguaçu, e entre Porto Murtinho e Carmelo Peralta, enfatizando que a criação de políticas públicas compartilhadas é essencial para superar desafios sociais e econômicos. “Precisamos atuar juntos para oferecer às populações vulneráveis empregos de qualidade. Oferecer cidadania é a melhor arma contra o crime”, afirmou.

De forma remota, o secretário de Articulação Institucional do Ministério do Planejamento e Orçamento, João Villaverde, participou ao vivo representando a ministra Simone Tebet, e destacou as políticas do governo federal para o fortalecimento das fronteiras.

“A audiência do Parlasul em Ponta Porã é fundamental para fortalecer a integração regional. O governo federal acredita no desenvolvimento da fronteira e destinou R$ 51 milhões por meio do Focem para impulsionar o desenvolvimento de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero. Também estão sendo feitos investimentos no Aeroporto Internacional, que poderá ser binacionalizado. Promover a integração sul-americana está previsto na nossa Constituição Federal e está no coração do presidente Lula, que tem como meta ouvir a população das cidades dos 11 estados brasileiros que fazem fronteira com outros países”, afirmou Villaverde.

FINALIZANDO

Dentro da programação no início da tarde desta terça-feira, as autoridades brasileiras e paraguaias estiveram na linha internacional que está passando por um grande projeto de revitalização. No local, assinaram documento que reafirma compromisso de diálogo entre o Parlim e o Parlasul. Também foi descerrada uma placa que simboliza a união de brasileiros e paraguaios que vivem de forma harmoniosa na fronteira e onde será construído o Obelisco Fronteiriço, ressaltando os laços de amizade entre as duas nações.

Edilson José, Assessoria de Comunicação

Senador Nelsinho Trad, presidente da Comissão Temporária de Integração Fronteiriça do Parlasul abriu oficialmente a audiência pública

Eduardo Campos diz que “união é a forma mais inteligente de avançar”

Eduardo Campos: “Que a Carta da Fronteira e o Protocolo de Intenções assinados sejam lembrados como o início de uma nova governança regional”

Durante reunião com membros do Mercosul, prefeito disse que encontro de autoridades de países irmãos transcende fronteiras

Ao fazer a abertura de um evento com membros do Parlamento do Mercosul – PARLASUL – o prefeito de Ponta Porã ressaltou a importância do encontro de autoridades dos países irmãos. “Esta é mais do que uma reunião, é um ato de cooperação e de construção conjunta entre as cidades que vivem a realidade e o desafio da fronteira todos os dias”. A fala foi acompanhada atentamente pelas autoridades, entre elas, os senadores Nelsinho Trad (Brasil), Noelia Cabreira e Walter Kumbelaski e o deputado nacional Cezar Cerini (Paraguai), além de vereadores locais e prefeitos da região, entre outras autoridades estaduais e federais.

“Hoje estamos reunidos com os prefeitos e presidentes de câmaras das cidades de fronteira do Estado de Mato Grosso do Sul e do Paraná, ao lado de autoridades do Paraguai e de representantes de países irmãos que compõem o Parlamento do Mercosul. É um encontro que transcende fronteiras — porque aqui, na fronteira, aprendemos que a união é a forma mais inteligente de avançar”, destacou.

Eduardo Campos disse que as cidades que compõem essa faixa de fronteira compartilham uma mesma realidade: convivem com as diferenças, mas constroem cotidianamente um mesmo destino. A fronteira, para nós, não é limite — é espaço de convivência, de troca, de cooperação e de futuro. E é essa convicção que nos traz aqui hoje: a de que a integração regional é o caminho mais eficaz para garantir o desenvolvimento de todos os nossos municípios. “Nesta tarde de reunião de trabalho, com certeza estamos dando um passo importante ao formalizarmos por meio do Protocolo de Intenções, a proposta de criação de um Grupo de Trabalho das Cidades Fronteiriças, com a missão de elaborar um Plano de Desenvolvimento Regional e Integrado entre os municípios fronteiriços do Estado de Mato Grosso do Sul”, enfatizou.

Segundo o prefeito, o grupo de trabalho nasce com o propósito de organizar as demandas comuns das cidades de fronteira, de compartilhar boas práticas, e de construir soluções conjuntas — “porque nenhum de nós enfrenta sozinho os desafios que são, na verdade, coletivos. Ao mesmo tempo, este encontro também representa a articulação das nossas cidades em duas frentes complementares: Primeiro, junto à Frente Nacional de Prefeitos, por meio da sua Comissão Temática de Cidades de Fronteira – Arco Central, da qual temos a honra de participar na condição de vice-presidente; E segundo, no diálogo direto com o Parlamento do Mercosul (Parlasul), cuja presença em nossa cidade simboliza a força da integração latino-americana”.

Segundo Eduardo Campos, o objetivo é claro: fazer com que as políticas públicas voltadas às cidades de fronteira deixem de ser apenas normativas e passem a ser realidade — com planejamento, com orçamento, com entregas concretas e com impacto direto na vida das pessoas. “Queremos transformar esta rede de prefeitos e câmaras em uma instância de cooperação capaz de se fazer ouvir, influenciar decisões e atrair investimentos para as nossas regiões. É assim que construiremos, juntos, uma fronteira mais próspera, segura e humana”.

Ao prosseguir com seu discurso, o prefeito disse que ao longo dos anos, Ponta Porã tem investido fortemente em projetos que refletem essa visão de integração e desenvolvimento regional: O trabalho articulado junto ao Parlamento Internacional Municipal (Parlim) para a binacionalização do aeroporto, um passo decisivo para fortalecer a conectividade regional; A parceria com a Receita Federal e o Governo Federal para viabilizar a implantação do novo Porto Seco, infraestrutura estratégica para o comércio e a logística regional; A implantação do Parque Tecnológico Internacional e do Centro de Cultura, Empreendedorismo e Inovação (CEIMPP), com inauguração prevista para fevereiro, que irão qualificar nossa mão de obra, fomentar soluções inovadoras para os negócios na fronteira, potencializando as vocações econômicas locais; A Casa da Mulher Brasileira, que atenderá mulheres fronteiriças e cujo protocolo de atendimento será elaborado pelo Grupo Binacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, constituído por autoridades brasileiras e paraguaias, tendo como missão criar a primeira Rede Fronteiriça de Atendimento as Mulheres em situação de violência.

“Todos esses projetos — e muitos outros que estão em andamento — são exemplos de políticas públicas integradas, com impacto social e desenvolvimento regional. E cada um deles reforça a convicção de que o desenvolvimento de uma cidade de fronteira é, também, o desenvolvimento de toda a região ao seu redor. Por isso, a união que celebramos hoje é muito mais do que simbólica — é estratégica, necessária e urgente. Separadamente, nossas cidades lutam para resolver problemas que se repetem; juntas, formamos uma região com propósito e voz própria, capaz de dialogar com governos, instituições e organismos internacionais. O desenvolvimento das cidades fronteiriças não é apenas uma pauta local — é uma pauta nacional, regional e sul-americana. E a partir de hoje, reafirmamos que as fronteiras do Brasil não são margens do país, mas portas abertas para o futuro da integração”.

Ao finalizar seu discurso, Eduardo Campos disse “agradeço profundamente a presença de cada prefeito, de cada presidente de câmara, de cada autoridade e instituição que aceitou este chamado. Que este encontro deixe como legado a certeza de que a força das cidades de fronteira está na sua capacidade de agir em rede. Que a Carta da Fronteira e o Protocolo de Intenções assinados sejam lembrados como o início de uma nova governança regional — uma governança municipalista, solidária e integrada, capaz de transformar desafios em oportunidades e fronteiras em pontes de desenvolvimento compartilhado”, ressaltou.

Edilson José, Assessoria de Comunicação

Eduardo Campos: “Que a Carta da Fronteira e o Protocolo de Intenções assinados sejam lembrados como o início de uma nova governança regional” – Foto: Vinicius Gamarra

Parlamentares do Brasil e Paraguai discutem integração fronteiriça em evento na Prefeitura de Ponta Porã

Roda de Conversas discutiu Desenvolvimento Regional e Integração das Cidades Fronteiriças – Fotos: Josué Bailo

Encontro contou com especialistas, prefeitos e representantes do Parlasul e debateu avanços em políticas públicas e projetos conjuntos para o desenvolvimento da região

A Prefeitura de Ponta Porã sediou na tarde desta segunda-feira (27) uma reunião com parlamentares do Brasil e do Paraguai para discutir políticas de integração fronteiriça e fortalecimento das relações bilaterais. O encontro, realizado no auditório da Prefeitura, teve início por volta das 14h30 e foi aberto pelo prefeito Eduardo Campos, com mediação da secretária municipal de Governo e Comunicação, Paula Consalter Campos.

O evento, voltado ao intercâmbio de experiências entre membros do Parlamento do Mercosul (Parlasul) e autoridades locais, contou com a presença do senador Nelsinho Trad, do deputado estadual Paulo Corrêa, representando a Assembleia Legislativa; além de prefeitos de municípios da faixa de fronteira, vereadores brasileiros e consejales municipales paraguaios. Do Paraguai, também participaram a senadora Noelia Cabreira, o senador Walter Kumbelaski e o deputado nacional Cezar Cerini.

Painel sobre Integração Fronteiriça

Durante o encontro, foi apresentado um Painel de Especialistas sobre Integração Fronteiriça, com o tema central “Acordo sobre Localidades Fronteiriças Vinculadas”. O especialista Rafael Reis abordou os fundamentos jurídicos da integração, destacando o Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto e resoluções do Conselho do Mercosul.

A mediadora Paula Consalter Campos ressaltou que o acordo abrange 26 municípios de Mato Grosso do Sul, num trecho de mais de mil quilômetros que vai de Porto Murtinho, na fronteira com Carmelo Peralta, até Foz do Iguaçu, na divisa com Ciudad del Este. Segundo ela, as demandas discutidas serão encaminhadas à Frente Nacional de Prefeitos (FNP), por meio da Comissão Temática Cidades Fronteiriças – Arco Central, presidida pelo prefeito Eduardo Campos.

“Vamos atuar de forma conjunta, fazendo uma governança em rede de temas que interessam aos dois lados da fronteira, como o aeroporto binacional, o porto seco, o Parque Tecnológico Internacional e políticas de combate à violência contra as mulheres”, destacou Paula Campos. As autoridades presentes assinaram um Protocolo de Intenções e a Declaração de Ponta Porã sobre Integração Fronteiriça.

Debates e Roda de Conversas

A roda de conversas teve a participação de especialistas e gestores públicos. Erivelto Alencar, superintendente adjunto da Receita Federal do Brasil, abordou o tema “O papel da Receita Federal na Integração Regional”. O professor Gustavo Oliveira Vieira, da UNILA, falou sobre o “Acordo de Localidades Fronteiriças Vinculadas (ALFV)”, enquanto Lúcio Flávio, da UEMS, discutiu o “Corredor Bioceânico e Desenvolvimento Sustentável na Faixa de Fronteira”.

O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, tratou dos desafios do saneamento básico na região, e o especialista Mário Camargo apresentou perspectivas sobre “Desenvolvimento Regional e Comércio Fronteiriço”.

Unidos pela Integração Regional

Durante as falas em defesa da integração, o presidente da Câmara Municipal de Ponta Porã, Agnaldo Pereira Lima, destacou a importância de unir esforços entre os dois países.

“As dores que sentimos são as mesmas e a criação de um bloco vai nos fortalecer e levantará a voz da fronteira dentro do Parlasul para alcançarmos o desenvolvimento conjunto”, afirmou.

O presidente da Junta Municipal de Pedro Juan Caballero, Jorge Medina, reforçou a continuidade de um trabalho iniciado há 25 anos pelo Parlamento Internacional Municipal (Parlim).

“Podemos avançar de forma conjunta em setores como saúde, transporte e economia. Convido todos para que possamos sonhar e lutar juntos pela realização desses objetivos”, disse.

O deputado estadual Paulo Corrêa relembrou que a integração é uma bandeira antiga da fronteira. “As cidades são irmãs e não faz sentido enfrentarmos barreiras que dificultam o transporte de alunos ou o atendimento de saúde. Vamos continuar lutando pelo SUS Fronteira e por um trânsito livre entre os membros do Mercosul”, afirmou.

Encerrando o evento, o senador Nelsinho Trad destacou o papel de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero como exemplo de cooperação. “É muito saudável esse trabalho conjunto entre os vereadores por meio do Parlim. A cada encontro, avançamos em políticas públicas que melhoram a vida de quem vive na fronteira”, concluiu.

Já no início da noite de segunda-feira no Núcleo de Inovação e Planejamento Estratégico (NIPE), da Prefeitura Municipal, as autoridades brasileiras e paraguaias concederam entrevista coletiva para os jornalistas, radialistas e influenciadores digitais.

Edilson José, Assessoria de Comunicação

Auditório da Prefeitura de Ponta Porã ficou lotado para discussão de integração fronteiriça – Fotos: Josué Bailo

Reunião entre autoridades brasileiras e paraguaias discute integração de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero

Reunião foi realizada na sala da presidência da Câmara Municipal de Ponta Porã

Encontro na Câmara Municipal tratou de projetos de infraestrutura, saneamento e desenvolvimento conjunto entre as cidades gêmeas

Uma reunião realizada na manhã desta segunda-feira (27), na sala da presidência da Câmara Municipal de Ponta Porã, discutiu o fortalecimento da integração entre Brasil e Paraguai, especialmente entre as cidades de Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

O encontro foi presidido pelo vereador Agnaldo Pereira Lima e contou com a presença da secretária municipal de Governo e Comunicação, Paula Consalter Campos, além dos vereadores Marcelino Nunes, Biro Biro, Gabriel Arce, Jelson Bernabé, Daniel “Puka” Valdez, Leandro Bitencourt (Lelê), Carlos Bordão, Vanderlei Avelino, Anny Espínola e Subtenente Morinigo.

Do lado paraguaio, participaram o deputado nacional Cezar Cerini, a senadora Noelia Cabreira, além de concejales municipales de Pedro Juan Caballero e outras autoridades.

Durante a reunião, o vereador Agnaldo Pereira Lima falou sobre o projeto de revitalização da Linha Internacional, orçado em US$ 25 milhões, com financiamento da Prefeitura de Ponta Porã por meio do Fonplata. Ele destacou que a parceria entre as duas cidades já tem resultados positivos, como a implantação da iluminação pública ao longo da fronteira.

“Ponta Porã entrou com a colocação dos postes e luminárias e cuida da manutenção, enquanto Pedro Juan Caballero ficou responsável pelo custeio da energia elétrica. Com relação ao projeto que vai transformar a Linha Internacional em um espaço para as famílias da fronteira, a previsão do prefeito Eduardo Campos é de que a conclusão das obras ocorra março do ano que vem e, por isso, precisamos discutir agora o modelo de governança compartilhada. Também podemos avançar nas discussões sobre destinação conjunta dos resíduos sólidos”, explicou Agnaldo.

A secretária Paula Consalter Campos reforçou a importância do fortalecimento da integração com novas parcerias entre as cidades, especialmente nas áreas de saneamento básico, tecnologia e desenvolvimento econômico. “Temos a nossa concessionária de saneamento básico disposta a atender Pedro Juan Caballero com água tratada e coleta de esgoto. Hoje, Pedro Juan tem apenas 3% de cobertura desses serviços, enquanto Ponta Porã já alcançou 98%. Como são cidades conurbadas, com cerca de 230 mil habitantes, precisamos discutir agendas conjuntas para melhorar os indicadores”, ressaltou.

Paula também destacou o andamento das obras do Parque Tecnológico Internacional (PTIn) e do Centro de Cultura, Empreendedorismo, Inovação e Memória do Tereré (CEIMPP), ambos com entrega prevista para fevereiro de 2026. “Ponta Porã é o primeiro município de Mato Grosso do Sul na produção de soja e o 21º do Brasil. Precisamos avançar em várias frentes, principalmente na formação de mão de obra. O PTIn e o CEIMPP vão impulsionar a criação de novos negócios e a qualificação profissional, atendendo às demandas do mercado local e regional. Queremos fazer isso sempre de forma compartilhada”, afirmou.

Outro ponto abordado pela secretária foi o potencial logístico e estratégico da fronteira, que reúne condições para se tornar um hub logístico da América do Sul. “Por aqui é fácil o acesso ao Porto de Concepción. Estamos trabalhando na implantação do porto seco, que em breve terá edital de licitação, e do aeroporto binacional Ponta Porã/Pedro Juan Caballero. Esta é uma fronteira de oportunidades, em franco desenvolvimento. Essa reunião do Parlasul será fundamental para avançarmos em pautas que representam não apenas integração, mas também desenvolvimento econômico e social para as duas cidades gêmeas”, concluiu.

Edilson José, Assessoria de Comunicação

Reunião foi realizada na sala da presidência da Câmara Municipal de Ponta Porã
Reunião foi realizada na sala da presidência da Câmara Municipal de Ponta Porã

Execução de Drenagem

Informativo da obra de drenagem da linha internacional

Prefeitura inicia obras de drenagem na Rua Tiradentes, no trecho do Projeto da Linha Internacional

 

Intervenções começam no dia 27 de outubro e fazem parte do Programa Fronteira do Futuro, com financiamento do FONPLATA

 

A Prefeitura de Ponta Porã, por meio da Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo (SMOU), inicia no dia 27 de outubro de 2025 mais uma etapa das obras do Projeto de Implantação do Polígono da Linha Internacional, com a execução de serviços de drenagem pluvial na Rua Tiradentes, abrangendo os cruzamentos com a Rua Paraguai e a Rua Marechal Floriano.
A previsão é que os trabalhos sejam concluídos até o dia 26 de novembro de 2025.


Melhoria do escoamento 

As obras integram o Contrato de Drenagem da Linha Internacional, parte essencial do conjunto de ações que visam modernizar a infraestrutura urbana da área central de Ponta Porã.
O novo sistema de drenagem tem como objetivo melhorar o escoamento das águas pluviais, eliminar pontos de alagamento e preservar o pavimento das vias.

De acordo com a SMOU, os serviços representam um avanço importante na estruturação do sistema de microdrenagem, garantindo mais segurança, durabilidade e conforto para pedestres e condutores.


Trânsito e segurança

Durante o período de execução, haverá interdições temporárias e parciais no trânsito da Rua Tiradentes, especialmente nos cruzamentos com as ruas Paraguai e Marechal Floriano.
O local estará devidamente sinalizado, e a Prefeitura recomenda que os motoristas redobrem a atenção e utilizem rotas alternativas durante a realização dos serviços.

A Administração Municipal agradece a compreensão da população e reforça que os transtornos temporários são necessários para a execução de obras que trarão benefícios permanentes à cidade.


Investimento e desenvolvimento

As intervenções fazem parte do Programa Fronteira do Futuro, financiado pelo FONPLATA – Banco de Desenvolvimento, em parceria com o Município de Ponta Porã.
O programa contempla um amplo conjunto de ações voltadas à melhoria da mobilidade urbana, infraestrutura e integração da faixa de fronteira, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social da região.

Com essas obras, a Prefeitura reafirma seu compromisso em promover o desenvolvimento urbano sustentável, com investimentos que elevam a qualidade de vida da população ponta-poranense.


🛠️ Serviço

Obra: Execução de drenagem pluvial
Local: Rua Tiradentes – entre as ruas Paraguai e Marechal Floriano
Período: 27/10/2025 a 26/11/2025
Fiscal Responsável: Eng. Rafael Valenzuela Franco, Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo (SMOU)
Programa: Fronteira do Futuro – Financiamento FONPLATA

Fronteira Criativa de novembro terá shows, dança, literatura, artesanato e gastronomia

Banda da Escola Estadual Fernando Saldanha será uma das atrações da Fronteira Criativa

A programação cultural preparada pela Prefeitura promete emocionar o público com uma seleção de talentos locais

A Prefeitura de Ponta Porã preparou uma extensa programação para a edição de novembro do projeto Fronteira Criativa, que será realizada nos dias 7 e 8, na Praça Pedro Manvailer. O evento valoriza a produção artística local, fortalece a economia criativa e incentiva a geração de emprego e renda por meio da arte, da gastronomia, do artesanato, da moda autoral e de outras expressões culturais, promovendo o encontro entre artistas, comunidades e empreendedores da região.

A programação de novembro promete emocionar o público com uma seleção de talentos locais que representam a diversidade, a tradição e a criatividade da fronteira. Serão dois dias de shows gratuitos, reunindo música, dança, literatura, artesanato e gastronomia.

Por meio da parceria com o Festival de Inovação, Cultura e Arte (FICA), o evento reforça o protagonismo da cultura local e a integração entre arte, tecnologia, educação e economia criativa.

As atividades acontecem em dois espaços: na Praça Pedro Manvailer, palco das apresentações culturais e da feira criativa ao ar livre; e no Auditório da Prefeitura, que recebe atrações especiais, rodas de conversa e momentos dedicados à literatura e à inovação.

Durante o evento, o FICA presta homenagem especial à professora e escritora Sellamari Rocha, reconhecida por sua contribuição à educação, à literatura e à valorização da identidade fronteiriça — um reconhecimento àqueles que dedicam a vida à cultura e ao conhecimento.

PROGRAMAÇÃO

Sexta-feira – 7 de novembro – no Auditório da Prefeitura Municipal

Às 18h acontece a abertura oficial da Fronteira Criativa, com a mostra “Obras Literárias de Escritores Fronteiriços”, no saguão do Paço Municipal. A noite será dedicada ao lançamento de três obras literárias inéditas que celebram a identidade cultural e a memória coletiva da região:

“Construções Discursivas sobre o Paraguai”, da professora e pesquisadora Carolina Rodrigues, apresenta um olhar crítico e sensível sobre as representações do Paraguai na história, na mídia e nas relações socioculturais da fronteira;

“Contos de Ponta Porã”, do professor Jonattan Castelli, reúne narrativas inspiradas no cotidiano, nos personagens e nas paisagens humanas da fronteira, preservando tradições e memórias afetivas;

“Música e Desenvolvimento Local na Fronteira Brasil/Paraguai”, do músico e economista João Caetano, investiga como a música autoral produzida na fronteira se conecta com processos de desenvolvimento humano, cultural e territorial.

Após os lançamentos, o público poderá participar de um Diálogo Literário com os autores, que irão conversar sobre suas obras, metodologias e inspirações, destacando a importância de escrever a partir da fronteira — um lugar de encontros, resistência e criação.

Praça Pedro Manvailer

17h – Cheer Leaders da Faculdade Pacífico

17h15 – Banda Marcial da Escola Estadual Fernando Saldanha

17h25 – Banda de Percussão e Grupo de Dança Folclórica da Escola Dora Landolfi

19h – Harpista Rafael Deboleto

19h40 – Projeto Som na Praça com a Banda Petrel, que mistura influências latinas com a energia da música indie

20h30 – Vitrola Soul, encerrando a noite com sucessos do pop atual e clássicos dos anos 80

Sábado – 8 de novembro

Auditório da Prefeitura

8h30 – Diálogo Literário sobre o livro “Tomates Podres no Lixo”, da escritora Sellamari Rocha, seguido de Recital de Poesias com alunos do IFMS de Ponta Porã

9h30 – Mesa de Diálogo Sustentável, com Nelson Araújo Filho (Instituto Agwa de Preservação do Bioma Pantanal), Thiago Vedana (secretário municipal de Meio Ambiente) e Murilo Fernandes (gestor de sustentabilidade do Hospital Regional)

14h – Diálogo Audiovisual com a Oficina “Cinema em Sala de Aula” (Projeto contemplado com recursos PNAB Ponta Porã) e Mostra de Curtas do Festival do Minuto – IFMS Ponta Porã

Praça Pedro Manvailer

17h – Mostra de Obras Literárias de Escritores da Fronteira

17h30 – Grupo de Dança do programa Música sem Fronteira

18h – Banda Diário do Rock, com repertório que passeia pelo rock e pop rock nacional e internacional

18h30 – Banda Neblina, formada por estudantes do IFMS e integrante do Projeto Educação Musical

19h – Grupo Jokers, com um som que transita entre o rock clássico e o indie, refletindo a força cultural da fronteira

20h20 – Show de encerramento com Karmaria, uma das novas forças da cena musical fronteiriça, que une influências do Brasil e do Paraguai em uma mistura vibrante de ritmos e identidades.

Edilson José, Assessoria de Comunicação

Cheer Leaders da Faculdade Pacífico, uma das atrações de sexta-feira, dia 7
Harpista Rafael Deboleto é uma das atrações de sexta-feira, dia 7
Vitrola Soul, encerrando a noite com sucessos do pop atual e clássicos dos anos 80
Será lançada a obra literária “Construções Discursivas sobre o Paraguai”, da
professora e pesquisadora Carolina Rodrigues
No sábado às 18h a atração será a Banda Diário do Rock, com repertório que passeia pelo rock e pop rock nacional e internacional
Grupo Jokers, com um som que transita entre o rock clássico e o indie, refletindo a força cultural da fronteira se apresenta às 19h de sábado, dia 8
Show de encerramento no sábado às 20h20 com a Banda Karmaria, uma das novas forças da cena musical fronteiriça, que une influências do Brasil e do Paraguai em uma mistura vibrante de ritmos e identidades

Talvez eu me invente: a jovem escritora que fez da sensibilidade sua maior força

Ana Laura Peres Jerônimo, jovem autora ponta-poranense, premiada em 1º lugar na Bienal Pantanal 2025 pela crônica “Talvez eu me invente”.

A estudante Ana Laura Peres Jerônimo, do 3º ano da Escola Estadual Professora Geni Marques Magalhães, conquistou o primeiro lugar na categoria Crônica do Concurso Literário da Bienal Pantanal 2025 com o texto “Talvez eu me invente”. A conquista representa mais do que reconhecimento literário: ela também evidencia o papel transformador que o ambiente escolar pode ter quando oferece acesso à leitura, estímulo e espaços como bibliotecas vivas, capazes de despertar repertórios e identidades.

Mas o que mais impressiona em Ana Laura surge antes mesmo da escrita: ela fala com uma lucidez rara para a idade. Olha nos olhos, escolhe as palavras com calma e trata a literatura não como vitrine, mas como abrigo. Sua sensibilidade não é fragilidade — é direção.

A seguir, a entrevista completa.

Thales Quadros: Antes de falarmos da premiação, queria voltar um pouco no tempo. Quando foi que você percebeu que gostava de escrever?

Ana Laura: Acho que começou quando eu era bem pequena. Eu tinha uns sete anos e já era muito ligada em histórias. Minha mãe assinava um box de livros infantis, e todo mês chegava um livro novo em casa. Eu esperava chegar pra poder ler. Lia, relia… aquilo foi virando parte da minha rotina. A leitura veio antes da escrita, mas já plantou essa vontade de contar histórias.

AL: Depois, com uns doze anos, eu comecei a escrever mesmo. Publiquei meu primeiro livro numa plataforma online, sem pretensão nenhuma, só porque eu gostava. Era um romance, e eu pensei que só algumas pessoas iam ler. Mas acabou tendo mais de cento e cinquenta mil leituras. Ali eu entendi que escrever era algo que fazia parte de mim, não só um hobby.

TQ: Que bonito isso. Você teve incentivos?

AL: Minha família sempre incentivou muito. Principalmente a minha mãe. Ela sempre comprou livros, sempre me deixou perto da leitura. Isso ajudou muito a formar quem eu sou hoje.

TQ: E como nasce “Talvez eu me invente”? De que lugar veio essa crônica?

AL: Ela nasceu de um lugar bem interno. Depois dos quinze anos eu comecei a ler Clarice Lispector, e a escrita dela virou uma espécie de refúgio pra mim. Eu me identifiquei com esse jeito profundo de olhar pra dentro. A adolescência tem coisas que a gente sente e nem sempre sabe explicar, então encontrar na literatura algo que me entendesse foi muito importante.

AL: Quando vi o concurso, eu não pensei em ganhar. Eu pensei em ser sincera. Eu queria escrever algo que fosse verdadeiro pra mim. Não fiz pra impressionar, foi mais um “eu preciso dizer isso”.

TQ: Dá para sentir essa verdade na leitura.

AL: Quando terminei, eu senti alívio. Porque tudo que eu escrevo tem um pedaço meu. Mesmo quando é personagem, tem eu ali de algum jeito. E às vezes as pessoas esperam textos felizes o tempo todo. Quando você traz melancolia ou profundidade, acham que é tristeza pessoal. Mas não. É só outra forma de existir.

TQ: Quem te incentivou a realmente se inscrever no concurso?

AL: Foi a coordenadora Olga. Ela leu algumas coisas minhas e me disse pra participar. E ela disse com tanta certeza, sabe? Acho que ela acreditou primeiro. Isso fez diferença.

TQ: E quando o resultado saiu?

AL: Eu fiquei em êxtase. Eu realmente não esperava. Era o estado inteiro participando. Quando eu vi meu nome, deu uma sensação de alegria misturada com choque. Parecia que uma porta tinha se aberto na minha frente.

TQ: E agora, depois dessa conquista, quais são os planos?

AL: Eu quero continuar escrevendo e quero fazer faculdade de Letras. Acho que estudar literatura vai me dar mais base, mais repertório. A escrita faz parte de mim. Mas eu sei que no Brasil é difícil viver só disso, então eu penso em ir construindo esse caminho aos poucos, sem deixar de sonhar.

TQ: Se você pudesse deixar uma mensagem final para outros jovens — e também para pais — qual seria?

AL: Eu acho que hoje o grande obstáculo é o excesso de celular. As pessoas consomem muita coisa rápida e acabam esquecendo dos livros que já têm em casa. Às vezes o que pode transformar alguém já está ali, só esperando.
E eu sempre penso que o conhecimento é a única coisa que ninguém tira.

“Eu prefiro não ter nada material e ter conhecimento.”

Entrevista por Thales Quadros

Esta entrevista foi editada para maior clareza e organização, sem alteração do conteúdo.

 

Equipe de Ponta Porã embarca para Campeonato Brasileiro na Paraíba

Momento de embarque dos atletas da equipe de Ponta Porã que vão disputar o Campeonato Brasileiro na Paraíba

Atletas da fronteira vão disputar o Interclubes Loterias Caixa de Atletismo Sub-16

Uma equipe de Ponta Porã embarcou nesta quarta-feira, dia 22, rumo à João Pessoa, capital da Paraíba, para disputar o Campeonato Brasileiro Interclubes Loterias Caixa de Atletismo Sub-16, que neste ano reúne quase mil atletas de todo o país.

A delegação pontaporanense conta com apoio da Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Esporte e Lazer, e viajou confiante em representar bem a fronteira e conquistar excelentes resultados. As disputas começam nesta sexta-feira, dia 24, e seguem até domingo, dia 26 de outubro.

De acordo com a organização do evento nacional, 921 atletas estão inscritos nas diversas provas, sendo 438 femininas e 483 masculinos, representando 179 clubes de 23 estados brasileiros e do Distrito Federal. O campeonato é considerado porta de entrada para o cenário nacional e uma oportunidade de destaque para futuros talentos das seleções brasileiras de atletismo.

A equipe de Ponta Porã que participa do Campeonato Brasileiro Interclubes Loterias Caixa de Atletismo Sub-16 é composta por:

Técnicos:

– Anair Gomes Medina

– Fredy Salomão Miranda

– Atletas femininas:

– Eliza Raquel

– Janaína Colman

– Thaiane Raíssa

– Lara Cristiane

– Rafaela Borba

– Valentina Alvarenga

– Atletas masculinos:

– Roger Kawan

– Isaque Paim

– Antony Mikael

– Maurício Salvador

– Nelson Soares

– Marco Antônio

– Andles Henrique (pela Fundesporte)

O secretário municipal de Esporte e Lazer, Ricardo Torraca, desejou sucesso aos atletas pontaporanenses.

“É uma alegria ver nossos jovens representando Ponta Porã em uma competição nacional tão importante. Sabemos do esforço de cada um durante os treinos e temos certeza de que farão bonito na Paraíba. Desejamos boa sorte a todos e que tragam grandes resultados para nossa cidade”, destacou o secretário.

Edilson José, Assessoria de Comunicação

Rodada definiu classificados para as oitavas de final da Taça Cidade de Ponta Porã

Organização da 8ª Taça Cidade Ponta Porã de Futebol Suíço realizou reunião com dirigentes para sorteio dos jogos das oitavas de final

Essa é a 8ª edição da competição de futebol suíço que iniciou com 63 equipes e agora apenas 16 seguem nas disputas

Depois de uma rodada bastante movimentada no último domingo, dia 19, a 8ª edição da Taça Cidade Ponta Porã de Futebol Suíço 2025 entra, a partir do próximo final de semana, na fase de oitavas de final, com as 16 equipes classificadas. Dos oito confrontos desta etapa, apenas um ainda não tem data definida, devido à agenda de uma das equipes que participa de outra competição.

A Taça Cidade é promovida pela Prefeitura de Ponta Porã, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, com organização do desportista Paulinho Vieira. Os jogos vêm sendo realizados em várias regiões da cidade, mas as partidas das oitavas acontecerão apenas em dois campos.

Na última segunda-feira, dia 20, Paulinho Vieira se reuniu com os dirigentes das equipes classificadas. Na ocasião, foi realizado o sorteio dos confrontos e definidos os locais e horários dos jogos, que acontecerão no domingo, dia 26, no período da manhã.

Próximos jogos

Campo do Vicente – Domingo, 26 de outubro, a partir das 8h30:

RP Sementes × Verde Olivo

Aike Mil × Sport Salazar

Resenha E.B. × Puma F.C.

Spartacus F.C. × Graniporã Wolf Sports

Campo Master – Também a partir das 8h30:

Prats Robocop × Sport Jaki

Rossonero Ypacarai × Sport Alikate

Sport Yvype × Sport Cafi

O confronto entre as equipes Sport Lina × Porã Motors ainda terá a data definida, em virtude da participação de uma das equipes em outra competição.